Como dar espaço suficiente ao seu filho sem o deixar sozinho nas suas emoções?
Esta é uma pergunta interessante porque a solidão é algo que quase toda a gente sente. Se avaliássemos adultos, jovens adultos e crianças, verificaríamos que o sentimento de solidão é, por vezes, muito comum.
Outra parte importante desta questão está relacionada com as emoções. Quando interagimos com os nossos filhos, é importante aprender a expressar e a convidar a uma conversa emocional. Por exemplo, se eu perguntar: “Como foi o teu dia?”, uma criança pode responder com um simples “bom” ou “mau”. Mas se eu perguntar: “O que foi uma parte significativa do teu dia?” estou a convidar a uma conversa mais profunda. Se, a seguir, perguntar qual foi a melhor parte ou a mais difícil do dia, estou a convidar a emoção para a conversa.
Mesmo uma conversa significativa que dure 10 ou 15 minutos pode ser suficiente para uma criança num determinado dia. Os estudos sugerem que, em média, os pais não têm mais de sete minutos de conversa com os seus filhos por dia. É um tempo muito limitado.
Os momentos simples são importantes. Conversar à mesa de jantar, falar durante a viagem de carro da escola para casa, passar alguns minutos juntos antes de se deitarem, desligar os aparelhos, jogar um jogo ou falar sobre o dia podem fazer uma diferença significativa.
As crianças precisam de tempo sozinhas, mas a solidão torna-se menos problemática quando existe uma ligação significativa e constante. Quando as famílias partilham interações lúdicas, risos, actividades partilhadas ou tempo passado a criar memórias em conjunto, as crianças sentem-se emocionalmente ligadas e seguras.
A forma de combater a solidão é sermos intencionais na forma como passamos o tempo com os nossos filhos. Essa ligação intencional é uma dádiva - não só para as crianças de hoje, mas também para fortalecer as relações no futuro. Quanto mais ligados estivermos como pais, melhores resultados criaremos para os nossos filhos e para a sociedade como um todo.