Antes de mais, é importante informar os professores e os administradores sobre o que se está a passar na escola. Se o seu filho partilhar uma preocupação, pode dirigir-se à escola e dizer: “O meu filho mencionou isto - podem ter conhecimento?”
Essa consciencialização é uma parte, mas a outra é ajudar a sua filha a encontrar força na forma como reage. Quer ela decida sentar-se noutro lugar ou manter a sua posição, nem sempre há uma resposta perfeita. O que importa é ajudá-la a compreender que a rejeição não tem a ver com o seu valor. A rejeição social pode ser dolorosa, e é por isso que os adultos precisam de intervir - para ensinar e modelar um comportamento adequado e a bondade.
Os pais podem ajudar perguntando como é que a experiência fez com que o seu filho se sentisse e dando-lhe espaço para falar sobre o assunto. Expressar os seus próprios sentimentos - “Isso não está certo; não tratamos as pessoas dessa forma” - também é um modelo de empatia e limites. Deixe que o seu filho compreenda o que aconteceu antes de se precipitar com a sua própria reação.
Se o seu filho interioriza a rejeição (“As pessoas não gostam de mim”), ajude-o a dar voz e a desafiar esses pensamentos. Incentive a comunicação e a reafirmação do seu valor: “Tu és bom e esses comportamentos não são aceitáveis”. Depois, faça o acompanhamento com a escola - peça aos professores ou administradores para observarem e assegurarem que o ambiente é acolhedor e inclusivo.
As escolas desempenham um papel vital no ensino da bondade e do respeito. Os diretores podem dar aos alunos o poder de dar o exemplo - encorajando os colegas populares ou simpáticos a agir como pacificadores e a convidar outros a juntarem-se a eles. Um ato de inclusão pode criar um efeito de onda de ligação.
O Dr. Skinner partilha uma história pessoal sobre como enfrentar os rufias e salienta a importância de ajudar as crianças a compreender que a sua identidade não é definida pelos outros, mas sim por quem elas escolhem ser. O objetivo final é ajudar as crianças a reconhecerem a sua força, o seu valor próprio e o poder que têm para criar comunidades inclusivas.